sexta-feira, 1 de abril de 2011

"Imunidade Parlamentar"

Somos privilegiados por vivermos em uma democracia e podermos debater quaisquer assuntos sem a vigilância nefasta das ditaduras. No entanto, é muito difícil a compreensão dessa "liberdade" quando nos deparamos com comportamentos que se mostram inadimissíveis ao nosso modo de pensar a vida em sociedade.

Em decorrência disso tive que me "policiar" antes de postar este texto. Ao mesmo tempo que fico feliz em retornar a escrever me entristeço ao perceber que existem muitas pessoas como o senhor Jair Bolsonaro, deputado federal pelo PP/RJ, que tem um pensamento abjeto.

Fazendo um breve resumo sobre como cheguei a essa conclusão, basta dizer que o "ilusttre Deputado" não se cansa em proferir pérolas racistas e homofóbicas. A última foi proferida em resposta a uma pergunta feita pela cantora Preta Gil, no programa CQC, sobre qual seria o comportamento dele se um de seus filhos se apaixonasse por uma mulher negra. A resposta foi a seguinte: "Ô, Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu"

Chocante? A justificativa é que ele havia entendido ser uma pergunta sobre relacionamento homossexual. Chocante? É ..., vivemos numa democracia, podemos expressar livremente o pensamento. Mas tais expressões não seriam racismo ou afronta a dignidade da pessoa humana? Racismo é crime! A dignidade da pessoa humana um dos maiores direitos constitucionais. E aí?

Retornemos ao título deste post, o Deputado usa o escudo da Imunidade Parlamentar como instrumento de defesa. Mas até onde vai o alcance dessa garantia constitucional que em seu nascedouro vislumbrava a defesa do debate político?

Certos assuntos, como os aqui expostos, ainda merecem um grande debate. E foi pensando nisso que não pude deixar de expressar meu pensamento. A vida social exige um comportamento de aceitação das diferenças, quer sejam elas raciais, religiosas, políticas ou relativas à orientação sexual. Isso não quer dizer aprovação, mas tão somente convívio respeitoso.

O Deputado Bolsonaro representa o pessamento de muitos e talvez tenha sido eleito por isso. O problema está na forma de suas expressões, elas não levam ao debate, o que seria salutar, elas causam embate que por vezes chegam aos níveis mais baixos.

Racismo e homossexualismo são assuntos que não devem ser debatidos como lutas de vale tudo mas como forma de engrandecer o homem e a sociedade que ele compõe. E vcs, o que pensam?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Alvíssaras


Depois de alguns textos sobre notícias desagradáveis eis que surge um farol!
Foi com satisfação que li no site http://www.turmadabarra.com/ uma proposta que se implementada mudará a realidade de Barra do Corda.
Em resposta a uma incitação, feita pelo Eduardo Galvão, o Dr. Marcos Pacheco sugeriu a "construção de uma ONG". De imediato surgiram várias pessoas, inclusive eu, dispostas a contribuir com esse projeto que é uma resposta da sociedade à ineficiência do governo local em suprir as demandas de uma vida digna.
Há muito se lia críticas e mais críticas sobre o descaso dos governantes e de quais seriam as soluções para isso - até já apresentei as minhas. Entretanto, nunca tive conhecimento de nenhum projeto implementado com esse propósito. Confesso que é muito alentador ver a disposição das pessoas em mudar uma situação insustentável.
As bases desse projeto estão sendo elencadas em emails encaminhados ao TB, encontros estão sendo intentados, o rebento, portanto, está em gestação. Com o propósito de despertar a cidadania e executar mutirões sociais - fóruns, palestras, exames, oficinas de leitura, inclusão digital - mostra-se, realmente, um projeto admirável.
É importante ressaltar que tudo dependerá das ações dos colaboradores. Reforço, aqui, a "carta aberta a Barra do Corda" conclamando os cidadãos cordinos - em qualquer lugar que estejam - a participar.
Manifesto minha disposição em contribuir!
Alvíssaras ao Dr. Marcos e ao Eduardo Galvão!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mentiras

Há ocasiões em que me pergunto se existe uma linha que separe os interesses do poder e a moral. Moral que está inscrita no artigo 37 de nossa Constituição como dever imbuído à Administração Pública. Como diria Flávio Arns é vergonhoso para nós, cidadãos brasileiros, perceber que esse limite não existe para os detentores do poder.
Durante muito tempo o PT se autodenominou o partido da ética, mas hoje o mais próximo dessa nomenclatura que ele chega poderia ser assim estampado: É titica de galinha! Muitos, como eu, devem se lembrar dos antigos discursos dos petistas sempre preocupados com a moralização da política tupiniquim. E o que Eles fizeram quando tiveram oportunidade de mudar "os costumes"?
Nada mais do mesmo ou, por vezes, pior.
Quem não se lembra do Paulinho Land Rover assumindo que o PT havia se lambuzado na prática do caixa 2, 3, 4... O próprio Presidente da República assume isso numa entrevista e entende ser aceitável porque é uma prática comum. Digo que não. Não podemos aceitar que os erros de conduta sejam fatos banais.
Os antigos dirigentes do PT hoje são réus em processos no STF. E o que resta de reserva moral no partido é constantemente menosprezado - que o diga Marina Silva. Deve ser porque moral realmente não é coisa de partido governista e sim de propaganda eleitoral.
Mas voltando ao título desse texto, hoje temos como pré-candidata a Ministra Dilma Rousselff. Ministra que tem se notabilizado por estar sempre perto da mentira como comprovam os casos da elaboração do "banco de dados" sobre o governo de FHC - na verdade um dossiê com propósito de indimidação-, a elaboração de seu currículo - com títulos falsos- e pelos indícios de seu encontro - negado - com a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Como votar em alguém assim?
E o partido da ética que tem se afamado por apadrinhar a defesa de políticos como Renan Calheiros e agora a de Sarney? O discurso da ética era mentiroso? A susceptibilidade do PT em favor da governabilidade vai das práticas mais desprezíveis à acusação de complô da mídia - sempre ela. O colunista José Simão resume bem o novo PT:
Moisés abriu o Mar Vermelho. O PT abriu e o Sarney atravessou o Mar de Lama! O PT deixou os petistas vendo estrelas
Cabe, ainda, uma nota ao "firme" Senador Mercadante:
"Eu prefiro ser essa Metamorfose Mercadante/ Do que ter aquela decisão irrevogável sobre tudo."